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BSP no mundo

Movido pelos hormônios: a importância da pesquisa hormonal para o entendimento do corpo humano e o desenvolvimento do anticoncepcional.

29/01/2010


“Hormônio, palavra que vem do grego “hormao” e significa “eu estimulo”, faz jus à sua origem, visto que ele é o mensageiro químico responsável pela comunicação do cérebro com diversas funções do organismo. Graças a seu estudo aprofundado, foi possível criar contraceptivos hormonais, tratamentos para menopausa e Tensão Pré-Menstrual e, ainda, melhorar a saúde masculina, campos amplamente pesquisados e trabalhados pela Bayer Schering Pharma desde o início do século XX.

As primeiras experiências para a descoberta dos hormônios foram realizadas em 1848 pelo fisiologista alemão Arnold Adolph Berthold, que castrou galos e constatou que eles deixaram de cantar e suas cristas encolheram. Ao re-implantar os testículos nessas aves, o quadro era revertido, pois o órgão libera uma substância que afeta outras partes do organismo. No entanto, só na década de 1930 foi provado que a substância se tratava da testosterona. Pelo feito, Berthold é considerado o pai da Endocrinologia - estudo dos hormônios.

Na Bayer Schering Pharma, a pesquisa hormonal teve início em 1923, porém, ainda não se falava em contracepção. “Eram produtos para inibir a ovulação, regular a menstruação e tratar a menopausa. Nessa época, nem se imaginava usar um método anticoncepcional”, diz a ginecologista Dra. Maria Lucia Dias, gerente Médica de Saúde Feminina da BSP.

Hoje, sabe-se que os hormônios se tornaram importantíssimos no estudo e criação dos contraceptivos orais. “O ser humano se move com hormônio. O estrogênio (feminino) atrai androgênio (masculino) e vice-versa, eles representam a masculinidade e a feminilidade, são fundamentais. As mulheres, por exemplo, têm alterações emocionais de acordo com os dias do ciclo menstrual. Isso tudo tem a ver com os hormônios”, reforça o especialista em Reprodução Humana, Dr. Rosires Pereira de Andrade, que é professor na Universidade Federal do Paraná e está escrevendo um livro sobre a história da contracepção hormonal. Sua obra é baseada em biografias, dados históricos e métodos que ele colheu durante sua participação em congressos e no material que utilizou para construir o Museu da Contracepção, localizado no Centro de Estudos e Pesquisas em Reprodução Humana e Fertilização Assistida de Curitiba (CERHFAC).

A era da pílula

Um passo importante para o desenvolvimento do anticoncepcional através do estudo dos hormônios aconteceu em 1931, quando o cientista Ludwig Kraul observou que a estrona (parte do estrogênio) tinha grande influência sobre a glândula pituitária - mestra do sistema nervoso. Nesta época, a progesterona já era conhecida como um hormônio essencial na manutenção da gravidez - prova disso é que, em 1933, a antiga Schering, atualmente Bayer Schering Pharma, lançou o primeiro produto hormonal que ajudava a impedir abortos.

Em 1934, o cientista do laboratório Walter Hohlweg descobriu que o hipotálamo envia um hormônio liberador (HL) à glândula pituitária, o gonadotropina, e este induz a ovulação. O alto nível de hormônios sexuais no sangue inibe a liberação de gonadotropina e, em conseqüência, a ovulação - esse conhecimento é a base da contracepção hormonal. Além disso, constatou-se também que o estrogênio presente no sangue em grande quantidade libera HL, provocando a ovulação. Dessa forma, a interrupção da ovulação pela inibição da liberação de HL é o princípio ativo da pílula.

“O contraceptivo engana a hipófise, ´falando´ que ela não precisa mais estimular o ovário. Costumo dizer que o ovário é a fechadura e a pílula é a chave, o hormônio vai lá e tranca o ovário. Ele ocupa o espaço da fechadura, então, aquele ovário não responde mais a nenhum estímulo”, explica Dra. Maria Lucia. Em 1961, a Schering lançou o primeiro anticoncepcional a ser vendido na Europa e, desde então, estabelece padrões para a contracepção hormonal.

A pílula mudou o comportamento social e sexual de todo o mundo.

“A contracepção não é só a revolução da mulher, é também importante para o controle da natalidade da população mundial. É o poder de escolher o momento certo de ter, ou não, filhos, de acordo com as condições”, diz a gerente Médica, lembrando que, apesar de ser o método mais usado no mundo, a pílula nunca é 100% eficaz. Além disso, existem mais de 400 combinados hormonais e é imprescindível consultar o médico ao escolher a dosagem correta para cada tipo de mulher.

Todos esses anos de pesquisa e dedicação fizeram da BSP líder mundial em contraceptivos hormonais. E muitos deles vão além da contracepção, oferecendo à mulher benefícios adicionais, como tratamento e prevenção da TPM, menopausa, acne, doenças cardiovasculares e manifestações androgênicas. "A Bayer Schering Pharma possui em seu portfólio uma gama completa de produtos hormonais para cada tipo de mulher e todas as classes sociais", finaliza o Diretor Geral da BSP, Rainer Krause.



Principais hormônios inventados pela Bayer Schering Pharma

Acetato de ciproterona, acetato de noretisterona, androsterona, 17 – caproato de hidroxiprogesterona, drospirenona, estrona, etinilestradiol, gestodeno, levonorgestrel, dienogest, progesterona e valerato de estradiol.


"A Bayer adquiriu a Schering AG e criou a divisão Bayer Schering Pharma. No entanto, em alguns
produtos, a marca Schering do Brasil permanecerá nas embalagens por um determinado tempo,
de acordo com a regulamentação da Anvisa".