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BSP no mundo

Os impactos da TPM: pesquisa apoiada pela BSP revela como os homens se comportam diante dela e estimula o debate sobre o tema.

03/02/2010


“Durante a TPM, minha esposa ficava mais sensível física e emocionalmente, agitada, ansiosa e irritada. Todos os meses, eu percebia e me policiava para ser compreensivo e tentar livrá-la de situações que a deixassem preocupada. O que mais me incomodava era vê-la sentindo dor – com as cólicas - e não poder fazer nada. Mas era assim, ela tinha que passar por aquilo todo mês.”

O relato acima, de Maurício Ribeiro, é mais comum do que se possa imaginar - atualmente, 84,1% dos homens brasileiros convivem ou conhecem mulheres que tenham sintomas da TPM (Tensão Pré-Menstrual). Esse é o principal resultado apontado pela pesquisa “Tensão Pré-Menstrual: Perspectivas e Atitudes de Mulheres, Homens e Médicos Ginecologistas no Brasil”, promovida com o objetivo de entender melhor e estimular a discussão sobre o tema.

O estudo, desenvolvido pelo CEMICAMP (Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva de Campinas) com o apoio da Bayer Schering Pharma, mostra que a TPM afeta a vida das mulheres e também a dos homens, com um dado impressionante: elas têm uma percepção menor do problema. Enquanto 54,6% das mulheres disseram que os sintomas interferem no seu namoro ou casamento, esse índice sobe para 84,4% entre os homens. “As mulheres têm dificuldade em reconhecer as alterações emocionais e físicas como sendo da TPM; já os homem vêem com mais facilidade, por observarem de fora”, afirma o ginecologista Dr. Carlos Alberto Petta, coordenador da pesquisa e professor de Ginecologia da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas).

Maurício Ribeiro é marido de Claudia Sena, consultora de Treinamento de Vendas de Saúde Feminina da BSP. Ele acreditava que, como a esposa teria de conviver com as fortes cólicas e o abalo emocional todos os meses, restava-lhe apenas entender o problema. “Meu marido é um santo! Quando eu estava assim, ele já percebia e mantinha a calma, eu falava e ele não retrucava. Mas antes de conversarmos sobre o assunto, isso gerava um pouquinho de briga, afinal, era uma irritabilidade fora de controle”, relata a consultora, que conseguiu amenizar boa parte dos sintomas com o uso de um contraceptivo da BSP que ajuda a aliviar a TPM.

A pesquisa ainda revela que as mulheres percebem mais os sintomas físicos, enquanto os homens crêem que elas têm mais mudanças emocionais. “No começo, eu nem sabia que era TPM, no entanto, comecei a perceber que o excesso de irritação e sensibilidade não era normal”, lembra Claudia.

Em todos os âmbitos

De acordo com a colaboradora da BSP, os sintomas físicos são os que mais incomodam no trabalho, uma vez que se a pessoa está irritada, ela pode se fechar em sua sala ou falar menos, mas não consegue fugir da dor. “Minhas cólicas eram daquelas de ir para o hospital, a pele mudava, a boca ficava roxa, o abdome inchava”, conta.

Na avaliação de 72% dos homens, o impacto da TPM interfere no trabalho e, apesar de apenas 40% das mulheres concordarem, 62,1% deles afirmam serem compreensivos com elas nesse período.

Para o Dr. Petta, o intuito da pesquisa foi conhecer melhor a TPM sob a perspectiva de mulheres e homens. Ao prover informação e conhecimento sobre o tema à população, esta torna-se mais preparada para entender e cuidar do problema. Sem dúvida alguma, esta é uma excelente notícia para o público feminino – que poderá se ver livre dos sintomas – e para o masculino – que não precisará passar, todos os meses, pela montanha-russa emocional das mulheres.

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