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Esclerose Múltipla

O Que é Esclerose Múltipla?

Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória do sistema nervoso central, de natureza imunológica, que compromete especialmente a bainha de mielina (membrana que recobre o axônio - parte do neurônio responsável pela condução dos impulsos elétricos para o cérebro). Deficiência visual, incoordenação motora, alterações sensitivas e incontinência urinária são alguns dos sintomas dos surtos, que podem ocorrer isoladamente e podem durar no mínimo 24 horas. A EM predomina em países de clima mais frio, na raça caucasiana e em mulheres, na faixa dos 20 aos 40 anos.

Existem várias formas de manifestação da Esclerose Múltipla. A mais comum é a Recorrente-Remitente, em que há surtos (sintomas neurológicos), que podem deixar seqüelas ou não, seguidos por remissão (intervalo). Após cinco a dez anos, em média, a doença pode evoluir para a forma Secundária Progressiva, em que os pacientes já apresentam incapacidade física progressiva. A pior forma da EM é a Primária Progressiva, em que desde o início das manifestações a doença evolui rapidamente, e para a qual não há tratamento ainda.

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Tratamento

Por ser ainda uma doença sem cura, avanços no sentido de melhorar a qualidade de vida do portador de EM são de vital importância. Atualmente o tratamento mais eficaz é feito com os interferons, que são utilizados para a forma Recorrente-Remitente desde sua aprovação pela Food and Drug Administration (FDA), em 1993, nos Estados Unidos e no Brasil desde sua aprovação pelo Ministério da Saúde, em 1996.

Há evidências de que os interferons evitam que a doença progrida. Um estudo realizado demonstrou que trinta e cinco por cento dos pacientes apresentaram sensível diminuição de surtos com os interferons. Um tratamento adequado evita por mais tempo que os pacientes fiquem improdutivos. O uso do betainterferona 1-b para a fase Recorrente-Remitente fará com que portadores de EM apresentem diminuição do número de surtos, surtos menos agressivos e com menor número de seqüelas, proporcionando melhor qualidade de vida. Um estudo clínico realizado na Europa, EUA e Canadá e publicado pela revista The Lancet em 1998 demonstrou a eficácia do betainterferona 1-b também na forma secundária progressiva.

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